quinta-feira, 31 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Questão #57
II REIS 2:23-24 - Então, subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns rapazes pequenos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo, sobe, calvo! E, virando-se ele para trás, os viu e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois daqueles pequenos.
Deus envia dois ursos para matar 42 crianças
por terem zombado da calva de Eliseu.
Se a indiferença com a qual Deus mata essas 42 crianças não é uma prova de que Ele é imoral e impiedoso, eu não sei o que mais pode ser. Essa não é a pergunta fundamental sobre a vida o universo e tudo o mais, mas, se deus existisse, isso revelaria a razão pela qual seu criação favorita, sua imagem e semelhança, comete tantas barbaridades. E o pior é que em nenhum momento Ele diz "NOS DESCULPAMOS PELO INCONVENIENTE", como o criador do universo de Douglas Adams.
Feliz Dia da Toalha a todos!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
minha motivação
"O que loucos escreveram, imbecis comentam, patifes ensinam e fazem as criancinhas aprenderem de cor; e chamam de blasfemo o sábio que se indigna e se irrita com as mais abomináveis inépcias que já desonraram a natureza humana." - Voltaire, O Túmulo do Fanatismo.
O propósito deste blog às vezes é obscuro mesmo para mim. Ninguém entende o que eu pretendo ao atacar este que é, sem dúvida, um dos seres mais detestáveis que a imaginação humana já foi capaz de criar. Muitos acham revoltante o fato de eu lançar um ataque direto contra Deus em vez de me voltar contra a Igreja e o fanatismo, verdadeiros responsáveis por todos os males que a religião acarreta. É óbvio que eu não acredito que algum ser sobrenatural seja responsável pelos males da Terra. O homem é lobo do homem. Toda miséria e todo derramamento de sangue que acontece no mundo é obra da corrupção humana, mas poucas ideias corrompem tão bem a humanidade quanto um deus. Eu não acredito no criador descrito no Antigo Testamento, bem como não acredito no dilúvio universal ou em qualquer outro massacre perpetrado por esta besta furiosa a quem os crentes chamam de Javé; mas eu acredito no poder das ideias.
O propósito deste blog às vezes é obscuro mesmo para mim. Ninguém entende o que eu pretendo ao atacar este que é, sem dúvida, um dos seres mais detestáveis que a imaginação humana já foi capaz de criar. Muitos acham revoltante o fato de eu lançar um ataque direto contra Deus em vez de me voltar contra a Igreja e o fanatismo, verdadeiros responsáveis por todos os males que a religião acarreta. É óbvio que eu não acredito que algum ser sobrenatural seja responsável pelos males da Terra. O homem é lobo do homem. Toda miséria e todo derramamento de sangue que acontece no mundo é obra da corrupção humana, mas poucas ideias corrompem tão bem a humanidade quanto um deus. Eu não acredito no criador descrito no Antigo Testamento, bem como não acredito no dilúvio universal ou em qualquer outro massacre perpetrado por esta besta furiosa a quem os crentes chamam de Javé; mas eu acredito no poder das ideias.
Eu acredito, e há dez milênios de provas a favor disso, que um homem inescrupuloso pode controlar a maioria da humanidade com apenas uma ideia bem manipulada. Os manipuladores da ideia antiga segregam as pessoas, pilham o fruto do seu trabalho, controlam seus comportamentos, empobrecem suas vidas, e quando são combatidos, seu exército de zumbis se levanta sem medo, avido pela recompensa divina ao seu ato de bravura. Esta ideia destruidora do gênero humano é deus, e considerando que a maior parte das religiões do mundo são cristãs, esta ideia é o Deus com D maiúsculo em que muitos acreditam. É a esta ideia que eu aponto um canhão de lógica e, se me fosse possível, esta seria a ideia que eu gostaria que desaparecesse do mundo. Minha luta é contra a cegueira religiosa. Sou anticristão porque a religião mais alienante do mundo - e com maior raio de ação - é o cristianismo; se o mito dos duendes da Bavária fosse o grande responsável pela alienação, eu seria antiduendino e repudiaria a Oktoberfest.
Ninguém sabe como seria viver em uma sociedade de ateus, mas o mundo não está bom agora e eu colocaria a mão no fogo pelo planeta laico. E eu desprezo completamente pessoas que me perguntam "Ah, você é ateu? Então porque você não sai matando todo mundo, se você não acredita em inferno!?" pois existem pouquíssimas pessoas que efetivamente deixam de pecar por medo da punição divina, enquanto que o medo do sistema judiciário e, às vezes, o nosso próprio sentimento moral, são inibidores de crimes muito mais eficientes.
Muitos ficam na dúvida se eu sou ou não sou ateu pelo fato de eu falar do deus do Antigo Testamento como algo real. Eu faço isso como uma tentativa de mostrar a divindade como algo execrável, pois para isso basta demonstrar seus atos descritos no livro que os crentes acreditam ter sido ditado por Deus a homens inspirados. A questão não é discutir a existência ou não existência de Deus, pois há pessoas que acreditam em um criador e que são perfeitamente racionais, como o meu mestre Voltaire. A questão é que, se você acredita no Deus com D maiúsculo, no Javé, no Senhor dos Exércitos, etc. você está aceitando para si um deus machista, homofóbico, racista, infanticida, genocida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, caprichoso e malevolente¹, a quem os sacerdotes têm a coragem de atribuir a perfeição. Nota-se facilmente que os fanáticos religiosos, depois de muita hipnose coletiva e autossugestão, demonstram este mesmo temperamento insuportável, tentando fazer jus à alcunha de “imagem e semelhança de deus”. Como já disse antes, eu não acredito em deus e, consequentemente, não acredito em seus atos. O meu interesse é atacar a ideia que move bilhões de pessoas para uma vida de intolerância e cegueira, pois já existem pessoas mais competentes que eu atacando a instituição e os manipuladores. Trata-se de uma imitação de Voltaire, que acreditava em um deus criador, justo e bom, e que por isso atacava com todas as suas forças o deus difundido pela igreja, belicoso, vingativo e totalmente imperfeito.
Na verdade pouco importa, ao propósito do blog, se eu sou ou não sou ateu. Eu poderia muito bem ser um cristão que começou a ler a Bíblia e pensou “what in the fucking hell is this, man?!”, mas eu acho inocente da parte de algumas pessoas imaginarem isso de mim porque 1. São raros os crentes que realmente conhecem a Bíblia e 2. São mais raros ainda os crentes que, ao ler a Bíblia, questionariam os atos vergonhosos do todo poderoso, o que, aliás, é uma covardia que leva anos para ser desenvolvida. Quando uma criança vê o pai batendo na mãe, a sua revolta é evidente, e pode leva-la a tentar interromper a surra, mesmo que sobre para ela. O pai é uma autoridade machista, no caso, e mesmo assim a criança se digna a peita-lo, pois percebe o sofrimento da mãe e entende que isso é uma coisa ruim, que deve ser interrompida. Quando Deus massacra milhões de pessoas e manda seus fiéis matarem mais alguns milhares, não poupando o velho nem a criança de peito, o princípio de que “deus sabe o que faz” e de que “não cabe a nós questiona-lo” torna-se o cúmulo da indiferença em relação ao sofrimento alheio.
Um cristão pode gaguejar, fazer rodeios ou mesmo se revoltar quando você toca nesse assunto com ele, mas raramente ele lhe dirá que você tem razão, e que realmente não está correto tanta crueldade vinda de um ser dito superior. E disso você pode concluir que, ou ele percebe que os atos de deus são impiedosos, mas guarda estas dúvidas ímpias consigo, não se manifestando por medo de reprovação dos irmãos; ou que ele realmente já chegou a um nível superior de autoconvencimento, absorveu os preconceitos daqueles bandoleiros nômades estúpidos e, de fato, se tornou a imagem e semelhança de seu desprezível criador.
1- Clássica definição de Richard Dawkins. Trecho completo: "O deus do Velho Testamento é provavelmente o mais desagradável dos seres em toda a ficção. O ciúme e o orgulho do mesmo o leva a um mimado e imperdoável controle dos mais fracos com evidente sede de sangue e limpeza racial. Um machista, homofóbico, racista, infanticida, genocida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, caprichoso e malevolente fanfarrão."
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Magnata Caramunhão
-
“#DizQueÉSatanista mas é alienado e subserviente: não segue o exemplo daquele que tentou derrubar o primeiro e maior déspota jamais visto.” - @bakunindadepre
-
-
sábado, 1 de outubro de 2011
quinto monólogo estendido
Suponhamos que o Senhor fosse um ser humano comum, sujeito às penas da lei e fosse pobre como a maioria esmagadora da sua criação, isto é, estivesse impossibilitado de recorrer a um advogado que distorcesse os fatos e contornasse as leis a seu favor. Suponhamos ainda que você fosse intimado ao tribunal para julgamento, e que você não fosse amigo do juiz e nem o tivesse subornado: você tem noção de que nem o júri mais perverso, corrompido e depravado do mundo o livraria da condenação? É óbvio que você está acima de qualquer julgamento terreno, pois é o criador de tudo, onisciente e justo por si, alheio até aos seus próprios mandamentos, mas consideremos isso como um exercício mental, eu sei que isso não o fará se sentir nem um pouco culpado.
Primeiramente você seria indiciado por falsidade ideológica, pois o cristianismo é tão subdividido e suas imagens tão distintas que você tem mais identidades falsas que o próprio Zeus quando se disfarçava para foder alguma mortal. Acrescente a isso formação de quadrilha, pois quando se monta um grupo com mais de cinco criminosos, você está sujeito a isso: o Vaticano, com seus arcebispos e frades, já poderia ser considerado algo como a Cosa Nostra. O Papa seria facilmente condenado por crimes contra a humanidade se ele não vestisse o manto da impunidade, e ele se diz seu representante, assim como cada subchefe das quadrilhas espalhadas pelo mundo em suas igrejas e templos, isentas de impostos e livres para lavar dinheiro e cérebros ao mesmo tempo. Se você não fosse condenado por liderar essa raça de víboras, com sua atitude passiva perante os crimes da igreja você seria considerado cúmplice, e também poderia ser condenado por omissão de socorro às vítimas dos seus “representantes”, pois a maioria delas foi aliciada, roubada, estuprada e assassinada clamando por sua ajuda, pelo seu perdão e consolo.
Porém, ó lástima, a quem elas pediam ajuda? A um déspota assassino semelhante a seu carrasco terrestre. Quantas pessoas você matou desde que criou a humanidade mesmo? Você não sabe, não é? Eu também não sei, mas o único registro que nos resta para averiguarmos isso é a Bíblia Sagrada, escrita ou inspirada por você há mais ou menos 2.500 anos. É um livro antigo, retocado por tantos e com tantos erros de copistas que já não me parece um documento tão confiável, mas vamos a ele, pois se o que estamos procurando são seus crimes, eles não foram censurados: os monges gostam de ostentá-los para coagir os pecadores.
Desde a última vez que eu conferi, se nenhum copista alterou nada desde que morri, você havia matado, mandado matar ou provocado a morte de 2.270.365 pessoas. Dois milhões, duzentos e setenta mil, trezentos e sessenta e cinco assassinatos, sem a menor distinção entre pecadores inescrupulosos e bebês inocentes. Você materializou dois ursos pra matar um bando de crianças só porque elas estavam zoando um careca porra-louca. Qualquer país do mundo que ainda não admitisse pena de morte em suas sentenças entraria em votação e conseguiria unanimidade popular para construir uma cadeira elétrica especial, alimentada a luz solar de dia e energia elétrica à noite, só para ver você torrando 24 horas por dia na principal praça da capital. Meu, e ninguém aqui está contando os mortos do dilúvio – um planeta inteiro habitado –, os de Sodoma ou daqueles massacres que você deixou sem evidências quando se esqueceu de contabilizá-los no seu diário doentio. Ocultação de cadáver também é um dos seus crimes prediletos, não dá pra ter a menor noção de quantas pessoas você realmente matou.
Deixando de lado sua tara patológica por sangue, você pode ser condenado por plágio por cópias como o dilúvio terrestre ou engravidar uma virgem, o que, por sua vez, foi canalhice da sua parte, por fazer uma mulher inocente cometer adultério. Ah, você não vê isso como adultério? Pois bem. Jesus nasceu descabaçando a própria mãe no parto e logo nos primeiros milagres já se mostrou tão plagiário quanto o pai, tornando água em vinho e aprontando peripécias no mar, like a greek god. Em todo caso, eu não quero falar de Jesus, afinal desde quando ele nasceu você tem um álibi perfeito: “Ah, mas nesse dia aí eu estava em Jerusalém”, você diz, o investigador vai lá conferir e todo mundo viu Jesus naquela Páscoa. Como ele é sua cara – e sua pessoa – a polícia fica sem provas.
Voltando um pouco ao antigo testamento um dos seus primeiros crimes (depois de existir) foi o de agressão infantil seguido de abandono de incapaz. Você joga seus dois primeiros filhos em um mundo criado a menos de uma semana, os perturba psicologicamente incutindo curiosidade a respeito do fruto proibido, os castiga duramente logo em sua primeira traquinagem – o que seria equivalente a bater em um recém-nascido por morder o seio na primeira mamada – e os expulsa de casa, abandonados à própria sorte com menos de um mês de vida, condenando o homem ao trabalho e a mulher à submissão e às dores do parto, crueldade que, sinceramente, eu nem sei em que lei se enquadraria. Você os orientou à reprodução sem criar mais um casal sequer, condenando os filhos de Adão e Eva ao incesto. E quando o mundo já está bastante povoado desses filhos incestuosos, você olha e pensa, “Credo! Esses humanos são uns pervertidos!”, e decide afogar todo mundo, salvando apenas um homem decente e justo, Noé, e sua família.
Acontece que um dos primeiros atos de Noé ao pisar em solo seco novamente é condenar todos os descendentes de um de seus filhos à escravidão em favor dos descendentes dos seus outros filhos. Futuramente a igreja católica usaria o argumento de que os negros eram descendentes de Cam, o filho que viu o pai bêbado pelado, para justificar sua escravidão. Quem cala consente. Você demorou tempo demais para colocar um pouco de racionalidade na cabecinha dos cristãos: depois de alguns tratados e muitos anos de navios negreiros e senzalas, a igreja que precisasse de escravos não poderia mais compra-los, teria de convertê-los e convencê-los a trabalhar para ela, em uma pequena parte dos casos sem o uso de tortura.
Depois de matar geral da Terra, você ainda teve ânimo para muitos e muitos massacres, mesmo tendo prometido que jamais faria isso novamente: o arco-íris estava lá para nos lembrar dessa promessa, não é? Aliás, acho que você só prometeu isso ao seu povo escolhido, sua gangue particular de malfeitores, que quando não estava sendo escravizada pelos povos mais evoluídos, estava matando, pilhando, sequestrando e cometendo toda sorte de abusos em seu nome. Dois milênios depois, você os esquece, e seu abandono afetivo faz com que milhões de judeus morram nos campos de concentração nazistas.
Javé Carrasco da Humanidade, foi esse o nome que o padrinho lhe deu? Deveria ser. Cai como uma luva. Você foi o ator, o mandante ou o cúmplice de todos os crimes descritos na Bíblia Sagrada e é o motivador, através da religião, de pelo menos metade de todos os crimes cometidos no mundo atual. E considerando que você é onisciente em relação a passado, presente e futuro, todos os seus crimes foram premeditados! Não vou nem citar a idade média, porque a demência da época era coletiva: os padres diziam que você deixava o Diabo agir através das bruxas para que Sua bondade fosse mais valorizada, nas raras vezes em que era vista. Aqueles padres eram mais doentes do que você no Antigo Testamento. Não vou culpa-lo pelas fogueiras e forcas, mas a suprema corte não deixaria isso passar em branco, principalmente se o promotor fosse ateu.
Se você fosse julgado por todos os crimes “menores” que cometeu ou incitou, seria condenado a setecentas prisões perpétuas, uma atrás da outra. Se fosse julgado pelos assassinatos, no Brasil, pegaria 30 anos de prisão, mas se ficasse de boa na cadeia por uns cinco ou seis anos, acabaria conseguindo liberdade condicional ou prisão domiciliar. Por falar nisso, onde você mora, hein? Enfim... Se seus assassinatos fossem julgados em um país como os Estados Unidos, eles criariam a “pena de morte perpétua”: você seria morto ao fim da tarde, ressuscitaria durante a noite e teria o dia seguinte inteiro para sentir a agonia de saber que morreria de novo ao entardecer e que isso aconteceria todos os dias, até o fim dos tempos. Isso se o homem que condenassem fosse a sua terça parte corpórea: se fosse sua parte onipotente eles o prenderiam àquela cadeira elétrica especial de sofrimento contínuo e se fosse o Espírito Santo, chamariam o controle de pragas.
Assinar:
Postagens (Atom)







